quarta-feira, 19 de novembro de 2014

EXEMPLO DE INCLUSÃO NA DANÇA ESCOLAR




A dança e a Escola
    [...] a dança é um conteúdo fundamental a ser trabalhado na escola: com ela, pode-se levar os alunos a conhecerem a si próprios e/com os outros; a explorarem o mundo da emoção e da imaginação; a criarem; a explorarem novos sentidos, movimentos livres [...]. Verifica-se assim, as infinitas possibilidades de trabalho do/para o aluno com sua corporeidade por meio dessa atividade (PEREIRA et al 2001, p. 61) .
     Ao abordarmos esse conteúdo nas aulas de Educação Física proporcionamos ao aluno a possibilidade de conhecer seu corpo e seus limites de forma lúdica, pois a dança tem um valor educacional que vai além do simples divertimento ou recreação e pode servir como ferramenta educacional para o desenvolvimento do indivíduo de uma forma global pois dançar mexe com emoções, imaginação, possibilitando o indivíduo desenvolver todos os seus sentidos.
      A dança escolar não deve ser desenvolvida do ponto de vista tecnico pois isso poderia gerar disputa entre os alunos, mas de forma a estimular a criatividade desse aluno, haja visto que o movimento é uma forma de expressão e cada um deles se expressa de forma diferente. Deve servir para demarcar e incentivar a individualidade do ser humano afinal não há nada de errado em ser diferente.
         Os movimentos a serem abordados devem ser os mais naturais possíveis a fim de não causar estranheza nesse aluno, nem dificultar sua prática. Devemos nos ater aos movimentos inerentes do ser humano, tais como: Correr, saltar, pular, girar,... com o objetivo de desenvolver a percepção de espaço, tamanho, forma, agrupamento e distribuição pois assim determinam os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1996)
      As atividades devem estar voltadas para uma seqüência pedagógica que inicie do simples para o complexo, do concreto para o abstrato, do espontâneo para o específico, das atividades de menor duração para as de longa duração e de um ritmo inicialmente lento para os mais acelerados. Atividades que envolvam emoções, sentimentos e identificação de sua imagem pessoal, atividades que exijam do aluno agir, reagir e interagir com seu grupo e com outros grupos. As aulas devem evoluir ricas em variação de estímulos, tanto da parte musical como da corporal. Da corporal, exploração do conhecimento do corpo e suas capacidades e da musical, noções básicas de diferentes ritmos e estilos de dança (dança de roda, clássicas, modernas, folclóricas, danças de salão). Um fator muito importante a ser relevado é o de não adotar uma didática massificante e mecânica (cópia de movimentos) para o ensino da dança na escola, pois estaria tirando a individualidade da criança e bloqueando sua criatividade e espontaneidade.
       Para Nanni (2003) a dança pode ser usada para desenvolver a percepção espaço-tempo para proporcionar a criança experiencias corporais estimuladoras da cognição e afetividade. Essas experiencias influenciarão a autovisão e a percepção corporal desenvolvidas através dessas experiências motoras por toda a vida desse indivíduo.
    Nanni (2003, p. 25), apresenta em seu quadro as variações de tempo-espaço e eixos de movimentos que ajudam na elaboração de atividades, podendo correlacioná-las á dança.
1. Variação no tempo-espaço, objeto e eixos do movimento - Habilidades motoras
Tempo
Espaço
Objeto
Noções de Movimento
Rápido
lento
acelerado
desacelerado

direção: frente, atrás, lado, subindo e descendo.

níveis: alto, médio e baixo.

planos: sagital, frontal e horizontal.
extensões:pequenas e grandes.
corda
jornal
bola
arco
lençol
instrumentos musicais
sucatas,
e outros.
Vivenciar movimentos das articulações da cabeça, cintura escapular, cintura pélvica, cotovelo e outras formas
   
    A dança na escola quando aplicada com metodologia adequada e, principalmente com consciência pedagógica, possibilita ao educando uma formação corporal global, ampliando suas capacidades de interação social e afetiva, desenvolvendo as capacidades motoras e cognitivas. Quando realizada de forma lúdica e não competitiva, a dança escolar passa a ser agente de formação e transformação, possibilitando oportunidades de humanização e integração entre todos os alunos, aumentando assim a auto-estima colocando em prática o sentido de uma educação voltada para a inclusão. Os professores são responsáveis por programar ou, melhor, saber “criar” um ensino que possibilite aos seus alunos para o envolvimento, a motivação, o entusiasmo, a curiosidade, o sentido de humor e o espírito crítico. As artes, assim como a dança proporcionam essa possibilidade. A influência do professor no fenômeno da aprendizagem é enorme e deve ser construída a partir da empatia e da qualidade afetiva.

    Assim a dança, entendida como a arte de expressão em movimento, destaca na educação a ótica da sensibilidade, da criatividade e da expressividade, como uma nova direção que se quer dar para a razão, a ética, a cultura, e a estética – pelo saber através do sentir, da intuição, e com o objetivo de uma formação integral do aluno. Uma educação na sensibilidade, vivência no sentir o outro e na própria sensação de si mesmo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

História da dança

Fonte: http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=102

          Dançar, dançar, dançar...basta querer, é só começar! A dança é uma das expressões artísticas mais antigas. Na pré-história dançava-se pela vida, pela sobrevivência, o homem evoluiu e a dança obteve características sagradas, os gestos eram místicos e acompanhavam rituais. Na Grécia, a dança ajudava nas lutas e na conquista da perfeição do corpo, já na Idade Média se tornou profana, ressurgindo no Renascimento. A dança tem história e essa história acompanha a evolução das artes visuais, da música e do teatro.


ícone dança primitiva
Dança Primitiva
ícone danças milenares
Danças Milenares
ícone dança moderna
Dança Moderna
ícone dança contemporânea
Dança Contemporânea







Dança Primitiva



          A dança nasceu associada às práticas mágicas do homem, com o desenvolvimento da civilização, o rito separou-se da dança.

          O homem dançava pela sobrevivência, dançava para a natureza em busca de mais alimentos, água e também em forma de agradecimento. A dança era quase um instinto e esses acontecimentos registrados nas paredes de cavernas em forma de desenhos, ficaram conhecidos como arte rupestre. 
          O homem primitivo pintava nas paredes das grutas, cavernas e galerias subterrâneas cenas de caça e rituais que representavam a caçada. Pareciam acreditar ser possível, pela representação pictórica, alcançar determinados objetivos, como abater um animal, por exemplo.








Danças Milenares




Egito: a dança no antigo Egito era ritualística e tinha características sagradas. Dançava-se para os Deuses, em casamentos e funerais.



Grécia: a dança originou-se de rituais religiosos, os gregos acreditavam no seu poder mágico, assim os vários deuses gregos eram cultuados de diferentes maneiras. As danças preparavam fisicamente os guerreiros e sempre eram feitas em grupos. A dança era muito difundida na Grécia Antiga, importante no teatro, a dança se manifestava por meio do coro.


Roma: a dança entra em decadência, pois nunca foi privilegiada e só vai recuperar sua importância no Renascimento.



Idade Média: nesse período, a dança, como todos os outros movimentos artísticos, sofreu um retrocesso. A dança, pelo fato de se utilizar do corpo como expressão, foi considerada profana, porém, continuou sendo praticada pelos camponeses.






Renascimento: a dança ressurge, é apreciada pela nobreza adquirindo um aspecto social e tornando-se mais complexa, passa a ter estudos específicos feitos por pessoas e grupos organizados sendo conhecida como balé. Até essa época a dança era algo improvisado, só a partir do Renascimento passa de atividade lúdica, de divertimento, para uma forma mais disciplinada, surgindo repertórios de movimentos estilizados. O uso do termo balé, na época balleto, significava um conjunto de ritmos e passos. A moda do balleto na Itália se espalhou também pela França durante o século XVI. 
O século XVII é considerado o grande século do balé, saindo dos salões e transferindo-se para os palcos, provocando mudanças na maneira de se apresentar surgindo, assim, os espetáculos de dança.
A partir do século XVIII o drama-balé-pantomima é executado nos palcos dos teatros por verdadeiros profissionais de ambos os sexos. A dança adquire todo o seu esplendor, com ricos e belos cenários e figurinos. O balé passa a contar uma história com começo, meio e fim.




Romantismo: o termo Romantismo é absorvido pelo balé que, até aquela época, falava de histórias de fadas, bruxas e feiticeiras. Procurou recuperar a harmonia entre o homem e o mundo. É nessa época, século XVIII, que os bailarinos começam a usar sapatilhas, completando a revolução do balé.
Na segunda metade do século XIX uma mulher novamente iria revolucionar toda a dança, era Isadora Duncan, provocando uma imensa renovação com uma dança mais livre, mais solta, mais ligada à vida real.










Dança Moderna: a dança moderna é uma negação da formalidade do balé. Os bailarinos trabalham mais livres, porém não rompem completamente com a estrutura do balé clássico. Os movimentos corporais são muito mais explorados, existe um grande estudo das possibilidades motoras do corpo humano. Solos de improvisação são bastante frequentes. 
         Martha Grahan e Nijinski são os grandes revolucionários da dança dessa época. Serge Pavlovitch Diaglhilev, ou Nijinski, russo, mesmo não sendo um dançarino, criou condições míticas para a dança. Marta Grahan nos Estados Unidos na década de cinquenta criou uma nova maneira de dançar independente da música, baseando-se principalmente nos sentimentos que qualquer som pode provocar, abrindo espaço para todas as possibilidades da dança.









Dança Contemporânea




          A arte contemporânea é complicada de se compreender. Por quê? É algo que não é previsível, é o novo, é a ruptura com aquilo que conhecemos como arte. Na dança, a contemporaneidade fica mais evidente, pois ela deixa de ter uma estrutura clara, preocupando-se mais com a transmissão de conceitos, ideias e sentimentos do que com a estética. 
          A dança contemporânea surgiu na década de 1960, como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Depois de um período de intensas inovações e experimentações, que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, finalmente - na década de 1980 - a dança contemporânea começou a se definir, desenvolvendo uma linguagem própria. Os movimentos rompem com os movimentos clássicos e os movimentos da dança moderna, modifica o espaço, usando não só o palco como local de referência.
          A dança contemporânea é uma explosão de movimentos e criações, o bailarino escreve no tempo e no espaço conforme surgem e ressurgem ideias e emoções. Os temas refletem a sociedade e a cultura nas quais estão inseridos, uma sociedade em mudança, são diversificados, abertos e pressupõem o diálogo entre o dançarino e o público numa interação entre sujeitos comunicativos. O corpo é mais livre, pois é dotado de maior autonomia. 
          A dança contemporânea é uma circulação de energia: ora explosiva, ora recolhida. A respiração, a alternância da tensão e do relaxamento em Martha Graham, o desequilíbrio e o jogo do corpo com a gravidade em D.Humphrey; E.Decroux faz trabalhar o diálogo da pele e do espaço retornando às origens do movimento.
         A dança contemporânea não possui uma técnica única estabelecida, todos os tipos de pessoas podem praticá-la.






Fontes consultadas:
www.centroartisticodedanca.com.br
www.edukbr.com.br
www.brasilescola.com
mundodadanca1.blogspot.com
portfoliodedanca.hdfree.com.br

PUJADE-RENAUD, C. LINGUAGEM DO SILÊNCIO: Expressão Corporal. São Paulo: Editora Summus,1982.

SIQUEIRA, D. de C. O. CORPO, COMUNICAÇÃO E CULTURA: a dança contemporânea em cena. Campinas, SP: Autores Associados, 2006.
SANTOS, P. L. L. dos. ARTES. Curitiba, PR: IESDE, 2003. Acesso em: abr 2012.